A etimologia latina do papel é papyros (ciperus
papyrus) e a do grego é pápyros. O processo
de fabricação com pasta de madeira foi
descoberto pelos chineses. Desde a descoberta do papel
feito com pasta de madeira, outros países do
Oriente, como a Coréia e o Japão, se
interessaram por esse excepcional produto. Com o advento
da imprensa e a difusão do livro, no Ocidente,
o papel encontrou aquele destino glorioso,
pela sua notável e efetiva contribuição
ao progresso da humanidade.
As Bibliotecas eram consideradas sagradas e os monges
usavam sandálias especiais para penetrarem
em seu recinto.
Somente no século XVI, depois da invenção
da imprensa e do esplendor renascentista, o restrito
público leitor, pode ter acesso as bibliotecas
da antigüidade e da Idade Média, apesar
de o livro continuar como mistério,
carregado de poderes maléficos, reservado aos
religiosos, porque estes eram os únicos capazes
de neutralizar seus maus efeitos.
Quando se falava de livro, era evidente que todos
se referiam à Bíblia. Mas as Bibliotecas
de Alexandria e de Pérgamo, as maiores da época,
possuíam livros profanos, de todo gênero
cultural.
O papel veio para a América com o Descobrimento.
As primeiras caravelas que chegaram às nossas
praias, traziam, juntamente com os invasores, aqueles
montezinhos brancos (de papel), para que pudéssemos
escrever, com sangue, a triste história da
colonização do Continente.
Há quem afirme que a primeira fábrica
de papel que se construiu, no Brasil, foi em 1810.
Mas a verdade, indiscutível, está documentada
no Relatório dos Negócios do Brasil,
publicado em 1846, segundo o qual a primeira
fábrica instalada no país
foi nas vizinhanças de Petrópolis, a
Fábrica de Orianda, que produziu papel, inclusive,
para a Imprensa do Rio de Janeiro.
Somente após a segunda guerra mundial, o papel
imprensa foi produzido no Brasil a partir dos recursos
naturais nacionais, a um custo muito elevado. Em 1967,
a produção de papel de impressão
sofreu isenção de todos os
impostos , como parte de uma política de incentivo
a atividade editorial brasileira.
Em 1973, a crise atingiu seriamente a industria mundial
de papel, como elevação de custos de
energia e transporte.
Começaram também a esgotar-se as reservas
mundiais de madeira e a surgir as preocupações
ambientalistas não apenas em relação
ao desmatamento, mas também à poluição
causada pela própria fabricação
do papel.